Escritora do Mês de Setembro- 2018
ALICE VIEIRA
Escritora do Mês de Outubro
ALICE VIEIRA
ALICE VIEIRA
NASCEU EM 1943 EM LISBOA.
PASSOU
A INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA SALTANDO ENTRE TIOS-AVÓS, MADRINHAS, PRIMAS, TUDO
GENTE MAIS VELHA, EM CASAS DE CORREDORES ENORMES, ONDE PODIA MEXER EM TODOS OS
LIVROS QUE HAVIA. ASSIM, EM CONTATO COM OS LIVROS DESDE TENRA IDADE, APRENDEU A
LER E ESCREVER SOZINHA.
FOI NOS LIVROS
QUE ENCONTROU OS AMIGOS QUE NÃO TINHA E, MUITO CEDO, NELES APRENDEU QUE SÓ COM
TRABALHO SE CONSEGUE O QUE SE QUER. AS TIAS, QUE AJUDARAM A CRIÁ-LA, NÃO A
DEIXARAM IR À ESCOLA ATÉ AOS DEZ ANOS. EM 1953 ENTROU PARA O LICEU FILIPA DE
LENCASTRE, E LÁ PASSOU OS MELHORES 7 ANOS DA SUA VIDA. HOJE, A SUA ANTIGA SALA
DE AULA TEM O SEU NOME, QUE É UMA DAS COISAS DE QUE SE ORGULHA MUITO.
APESAR DE NÃO
TER O AVAL DAS TIAS, ALICE QUIS DESDE SEMPRE SER JORNALISTA. TINHA 14 ANOS
QUANDO COMEÇOU A ENVIAR TEXTOS PARA UM SUPLEMENTO JUVENIL QUE HAVIA NO “DIÁRIO
DE LISBOA”. ALGUNS ERAM PUBLICADOS, OUTROS RECUSADOS, MAS SEMPRE COM UMA
EXPLICAÇÃO DE QUEM DIRIGIA O SUPLEMENTO, O JORNALISTA MÁRIO CASTRIM. UM DIA, UM
POEMA SEU FOI PUBLICADO NO PRÓPRIO CORPO DO JORNAL, INTEGRADO NUMA GRANDE
REPORTAGEM SOBRE LISBOA. “NEM QUERIA ACREDITAR”, CONTA-NOS. E, POR ISSO,
ACABARAM POR CHAMÁ-LA PARA TRABALHAR NO JORNAL, EM 1961.
ENTROU PARA O JORNALISMO NA MESMA
ALTURA EM QUE ENTROU PARA A FACULDADE DE LETRAS.
É LICENCIADA EM
GERMÂNICAS PELA FACULDADE DE LETRAS DA UNIVERSIDADE DE LISBOA.
EM 1968 ENCONTRA O SEU GRANDE AMOR O
JORNALISTA MÁRIO CASTRIM, QUE ALICE CONHECIA DESDE A SUA ADOLESCÊNCIA, COM QUEM
VIVEU QUASE 40 ANOS E QUE FOI, COMO DIZ, A PESSOA QUE MAIS PESO TEVE NA SUA
VIDA : ELA TINHA 25 ANOS, ELE ESTAVA À BEIRA DOS 50. “FOI PAIXÃO ATÉ AO DIA EM
QUE ELE MORREU.”
A PRIMEIRA
PRENDA QUE DEU A ALICE FOI UMA BÍBLIA. “SEMPRE QUE PRECISARES, ABRE-A ‘AO
CALHAS’, E ENCONTRARÁS SEMPRE O QUE PRECISAS” - DISSE-LHE UM DIA. É UM PRECIOSO
ENSINAMENTO QUE SEGUE ATÉ HOJE.
EM 1969 NASCEU A SUA FILHA CATARINA;
EM 1970 O SEU FILHO ANDRÉ. ENTRETANTO, TINHA COMEÇADO UMA NOVA VIDA
PROFISSIONAL. A JUNTAR AO JORNALISMO, COMEÇOU NESTA ALTURA A ESCREVER LIVROS
PARA CRIANÇAS, TENDO GANHO INCLUSIVAMENTE, EM 1979, O “PRÉMIO DO ANO
INTERNACIONAL DA CRIANÇA”, COM O ROMANCE JUVENIL “ROSA, MINHA IRMÃ ROSA”. FOI A PRIMEIRA DE VÁRIAS
DISTINÇÕES QUE TEM OBTIDO EM PORTUGAL E NO ESTRANGEIRO.
TRABALHOU
NOS JORNAIS DIÁRIO DE LISBOA (ONDE, JUNTAMENTE COM O SEU MARIDO, O JORNALISTA E
ESCRITOR MÁRIO CASTRIM, DIRIGIU O SUPLEMENTO "JUVENIL"), DIÁRIO
POPULAR E DIÁRIO DE NOTÍCIAS E COLABOROU DURANTE MUITOS ANOS COM A REVISTA
"ACTIVA" E O "JORNAL DE NOTÍCIAS".
TRABALHOU
EM VÁRIOS PROGRAMAS DE TELEVISÃO PARA CRIANÇAS E É CONSIDERADA UMA DAS MAIS
IMPORTANTES ESCRITORAS PORTUGUESAS DE LITERATURA INFANTO-JUVENIL. AS SUAS OBRAS
ESTÃO TRADUZIDAS EM VÁRIAS LÍNGUAS.
JORNALISTA,
POETA, ESCRITORA DE LIVROS PARA CRIANÇAS, JOVENS, MAS TAMBÉM PARA ADULTOS,
NOMEADAMENTE POESIA, CRÓNICAS, CONTOS E ROMANCES, MEDIADORA DE LEITURA E
GUIONISTA.
ALICE VIEIRA É UMA DAS MAIS IMPORTANTES E CONSAGRADAS
ESCRITORAS PORTUGUESAS DE LITERATURA PARA JOVENS, TENDO GANHO GRANDE PROJEÇÃO
INTERNACIONAL COM VÁRIAS DAS SUAS OBRAS EDITADAS NO ESTRANGEIRO.
AS SUAS OBRAS FORAM
TRADUZIDAS PARA VÁRIAS LÍNGUAS, COMO O ALEMÃO, O BÚLGARO, O BASCO, O
CASTELHANO, O GALEGO, O CATALÃO, O FRANCÊS, O HÚNGARO, O HOLANDÊS, O RUSSO, O
ITALIANO, O CHINÊS, O SERVO-CROATA.
Escritora do Mês de Outubro
Sophia de
Mello Breyner
Nasce
a
6 de Novembro 1919 no Porto. Entre
1936 e 1939 estuda Filologia Clássica na Universidade de Lisboa. Publica os
primeiros versos em 1940, nos Cadernos
de Poesia. Casada com Francisco Sousa
Tavares, passa a viver em Lisboa. Tem cinco filhos. Participa activamente
na oposição ao Estado Novo e é eleita, depois do 25 de Abril, deputada à
Assembleia Constituinte.
Autora de catorze livros de poesia, escreve também contos, histórias para crianças, artigos, ensaios e teatro. Traduz Eurípedes, Shakespeare, Claudel, Dante e, para o francês, alguns poetas portugueses.
Recebeu entre outros, o Prémio Camões 1999, o Prémio Poesia Max Jacob 2001 e o Prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero-Americana. Foi a primeira vez que um português venceu este prestigiado galardão. Com uma linguagem poética quase transparente e íntima, ao mesmo tempo ancorada nos antigos mitos clássicos, Sophia evoca nos seus versos os objectos, as coisas, os seres, os tempos, os mares, os dias. A sua obra, várias vezes premiada está traduzida em várias línguas. Sophia de Melo Breyner faleceu, aos 84 anos, no dia 2 de Julho de 2004.
Autora de catorze livros de poesia, escreve também contos, histórias para crianças, artigos, ensaios e teatro. Traduz Eurípedes, Shakespeare, Claudel, Dante e, para o francês, alguns poetas portugueses.
Recebeu entre outros, o Prémio Camões 1999, o Prémio Poesia Max Jacob 2001 e o Prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero-Americana. Foi a primeira vez que um português venceu este prestigiado galardão. Com uma linguagem poética quase transparente e íntima, ao mesmo tempo ancorada nos antigos mitos clássicos, Sophia evoca nos seus versos os objectos, as coisas, os seres, os tempos, os mares, os dias. A sua obra, várias vezes premiada está traduzida em várias línguas. Sophia de Melo Breyner faleceu, aos 84 anos, no dia 2 de Julho de 2004.
Escritora em Destaque no Mês de Setembro
Maria Teresa Maia Gonzalez
Maria Teresa Maia Gonzalez, conceituada autora portuguesa com uma
vasta colecção de obras infanto-juvenis, nasceu em Coimbra, em 1958.
É
licenciada em Línguas e Literaturas Modernas, variante de Estudos
Franceses e Ingleses, pela Faculdade de Letras da Universidade de
Lisboa.
Após se ter dedicado ao ensino, iniciou em 1989 a sua carreira como
escritora dedicando-se essencialmente à escrita de obras para crianças e
adolescentes,
obras essas que retratam, de uma forma geral, assuntos problemáticos
relacionados com a juventude, revelando uma sensibilidade fora do
comum.
Recebeu o Prémio Verbo-Semanário, juntamente com M.ª do Rosário Pedreira, pelo livro O Clube das Chaves entra em Acção,
em 1989.
Da sua obra constam sobretudo romances juvenis, sendo também da sua
autoria histórias infantis, poesia, contos, ficção para adultos e uma
colecção juvenil de peças de teatro.
Do seu livro mais conhecido, A Lua de Joana (traduzido para 5
línguas), foi feita uma adaptação para teatro.
Da colecção «O Clube das Chaves», de que é co-autora, foi feita uma
adaptação para uma séria televisiva com o mesmo título, exibida num
canal de televisão nacional e num estrangeiro.
Foram publicados alguns contos inéditos da sua autoria nas revistas: Cais, Barata, Família Cristã.
Presentemente, colabora mensalmente, com um artigo, na revista Família Cristã.
Visita regularmente bibliotecas e escolas em todo o País, onde as suas
obras são usadas com objectivos pedagógicos, nos vários níveis de
ensino. Cerca de 70 títulos desta autora constam actualmente do Plano
Nacional de Leitura.





