Oficina da Leitura e Escrita

Aqui serão publicados textos e outros materiais produzidos pelos alunos que fazem parte da oficina dinamizada pela Professora Helena Cunha, com a colaboração da Biblioteca.
Aguardem...


No dia 20 de março pela manhã, os meninos da Oficina da Leitura juntamente com a Professora Helena Cunha, responsável pelo grupo, vieram apresentar um teatro de papel tendo como base o conto " A Cegonha e a Tartaruga" da autoria da dupla Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada. Partindo de dois cenários e de figuras desenhadas em papel, os meninos da Oficina da Leitura da Ruy Belo contaram a história da Cegonha e da Tartaruga. Foi um momento muito bonito. Às vezes a simplicidade é a melhor receita. Parabéns meninos e parabéns Professora Helena Cunha.



Janeiro 2012



Durante o mês de Janeiro, nas 4 sessões que tivemos, a Oficina da Leitura e da Escrita dedicou-se à oralidade e à comunicação/expressão corporal através de jogos pedagógicos.
Jogos? Então estiveram a brincar?
Pois bem, através de jogos pedagógicos, foram trabalhadas situações de comunicação oral protagonizadas pelos alunos com o intuito de aprenderem a comunicar eficazmente. Ou seja, usou-se a brincadeira não como mera diversão, mas sim como instrumento de aprendizagem lúdico para facilitar a aprendizagem, desenvolver-se a nível pessoal, colaborar para uma boa saúde mental que auxiliará a expressão e construção do conhecimento.

Aqui ficam os jogos que colocamos em prática e que são sugestões para eventualmente experimentares com os teus colegas ou professores.

A IMPORTÂNCIA DO GEST0



















Com o objetivo de realçar o papel da comunicação não-verbal e perceber a importância de códigos não verbais na comunicação, realizou-se a seguinte atividade:

1-    Fazer grupos e eleger um representante de cada grupo;
2-    A professora mostrou um provérbio escrito numa folha a um representante e tentará levar o seu grupo a adivinhar o provérbio através de códigos não-verbais (movimentos corporais, expressões faciais ou desenhos no quadro)

Ganha o grupo que mais provérbios conseguir descobrir, é claro.

E no final, discutiu-se a importância dos provérbios e de todo o significado da comunicação não-verbal.

Deixamos aqui também alguns provérbios que exploramos:

- Grão a grão enche a galinha o papo.
- Casa roubada, trancas à porta.
 - Quem vai ao mar perde o lugar.
- Cada macaco no seu galho.
- Nem tudo o que reluz é ouro.
- Mais vale prevenir que remediar.

QUEM CONTA UM CONTO…


















…acrescenta um ponto.

Com o propósito de desenvolver a capacidade de captação e retenção da informação, bem como produzir mensagens verbais concisas e claras, desenvolvemos a seguinte atividade:

1-    Dois alunos ficam na sala de aula e os restantes ausentam-se.
2-    O professor entrega uma parábola a um dos alunos que a lê em voz alta para o outro sem repetir palavras ou segmentos de palavras e sem responder a qualquer pergunta. O outro aluno deverá estar atento à história e fixá-la o melhor possível para, por sua vez, recontá-la a outro e assim sucessivamente.


Ouvimos a seguinte parábola: “Parábola dos sete vimes” de Trindade Coelho.

"Era uma vez um pai que tinha sete filhos. Quando estava para morrer, chamou-os todos sete e disse-lhes assim:
    - Filhos, já sei que não posso durar muito; mas, antes de morrer, quero que cada um de vós me vá buscar um vime  seco e mo traga aqui.
    - Eu também?- perguntou o mais pequeno, que só tinha 4 anos. O mais velho tinha 25, e era um rapaz muito reforçado e o mais valente da freguesia.
    - Tu também - respondeu o pai ao mais pequeno.
    Saíram os sete filhos; e daí a pouco tornaram a voltar, trazendo cada um o seu vime seco.
    O pai pegou no vime que trouxe o filho mais velho, e entregou-o ao mais novinho, dizendo-lhe:
    - Parte esse vime.
    O pequeno partiu o vime, e não lhe custou nada a partir. Depois o pai entregou outro ao filho mais novo, e disse-lhe:
    - Agora, parte também esse.
    O pequeno partiu-o; e partiu, um a um, todos os outros, que o pai lhe foi entregando, e não lhe custou nada a parti-los todos. Partindo o último, o pai disse outra vez aos filhos:
- Agora ide por outro vime e trazei-mo.
Os filhos tornaram a sair, e dali a pouco estavam outra vez ao pé do pai, cada um com o seu vime.
- Agora dai-mos cá - disse o pai.
E dos vimes todos fez um feixe , atando-os com um vincelho . E voltando-se para o filho mais velho, disse-lhe assim:
- Toma este feixe! Parte-o!
O filho empregou quanta força tinha, mas não foi capaz de partir o feixe.
-Não podes? - perguntou ele ao filho.
- Não, meu pai, não posso.
- E algum de vós é capaz de o partir? Experimentai.
Não foi nenhum capaz de o partir, nem dois juntos, nem três, nem todos juntos.
O pai disse-lhes então:
- Meus filhos, o mais pequenino de vós partiu sem lhe custar nada todos os vimes, enquanto os partiu um a um; e o mais velho de vós não pôde parti-los todos juntos; nem vós, todos juntos, fostes capazes de partir o feixe. Pois bem, lembrai-vos disto e do que vos vou dizer: enquanto vós todos estiverdes unidos, como irmãos que sois, ninguém zombará de vós, nem vos fará mal, ou vencerá. Mas logo que vos separeis, ou reine entre vós a desunião, facilmente sereis vencidos.
Acabou de dizer isto e morreu - e os filhos foram muito felizes, porque viveram sempre em boa irmandade ajudando-se sempre uns aos outros; e como não houve forças que os desunissem, também nunca houve forças que os vencessem."

                                                                                                                                    Trindade Coelho

No final, o resultado foi este:

"Era uma vez um pai que tinha sete filhos. Um dia, chamou-os e disse-lhes assim:
    - Filhos, vou morrer, quero que cada um de vós me vá buscar uma vide e ma traga aqui.
    Foram todos buscar a sua vide e quando voltaram, o pai pegou na vide que um dos filhos trouxe e pediu-lhe
    - Parte essa vide.
    E o filho mais novo partiu a vide, e a todas que o pai lhe foi entregando, sem lhe custar nada.
A seguir, o pai disse outra vez aos filhos:
- Agora ide buscar uma viga e trazei-ma.
Os filhos voltaram a sair, e passado pouco tempo estavam outra vez ao pé do pai, cada um com a sua viga.
E das vigas todas fez um peixe, atando-as com uma vinheta. E voltando-se para os filhos pediu-lhes para parti-las.
Mas nenhum dos filhos conseguiu partir as vigas.
A antes de morrer, o pai aconselhou a ficarem sempre unidos porque a união faz a força.
E viveram para sempre felizes porque, unidos, ninguém os derrubou.

                                                                                               Alunos da Oficina da Leitura e Escrita

No final, refletiu-se acerca da distorção da mensagem recebida.

A MAGIA





A magia encantou os alunos da Oficina da Leitura e Escrita que resolveram explorar essa área e numa sessão apresentar o que aprenderam, descobrindo a magia presente em cada momento, gesto e palavra com que nos deparamos num instante.














Deixamos também uma sugestão de leitura que muito nos encantou: Contos Populares Portugueses de Adolfo Coelho:


Estes contos retratam sem dúvida a tradição popular da nossa sociedade do século XIX e XX, refletindo pois a cultura dos nossos antepassados e do poder que era atribuído ao homem na sociedade e na cultura portuguesas, de que a literatura é veículo de expressão. Recordamos todos muitas histórias que os avós, pais... contavam e ainda contam e que nossos olhos se deslumbram com tal magia contida em cada conto!


Dezembro de 2011
 Com apenas duas sessões, os alunos que integram a Oficina da Leitura e da Escrita soltaram amarras e deram asas à sua imaginação deixando para esta época festiva mensagens de natal,  dando um sentido especial à vida e às pessoas que nos rodeiam e porque a palavra também é importante neste tempo natalício.
Vejam algumas imagens: 

















3 comentários:

  1. Anónimo17:27

    esta bwe cool
    e fomos nos que fizemos

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  2. Anónimo17:28

    esta bue fixe
    looool
    e fomos nos que fizemos

    ResponderEliminar
  3. ana beatriz roque nunes19:15

    isto esta bue cool
    claro fomos nos o 5ºI

    ResponderEliminar

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