sexta-feira, 22 de abril de 2011

Prémio Astrid Lingren para o australiano Shaun Tan

  Shaun Tan é o recente vencedor do mais importante prémio internacional da literatura infantil, o Astrid Lindgren Memorial 2011 (ALMA), para o qual estavam também seleccionadas Alice Vieira e o projecto Palavras Andarilhas, coordenado por Cristina Taquelim.  Shaun Tan ganhou também o prémio de melhor livro do Festival de Angoulême 2008 (a grande referência da BD a nível europeu) e o Óscar, em 2011, para a melhor curta-metragem de animação com The Lost Thing.  É um filme em animação informática sobre um jovem que encontra uma estranha criatura na praia e tenta encontrar uma casa para ela.

São dele os livros:
The Red Tree e Contos dos Subúrbios


Contos dos Subúrbios, é uma antologia de 15 pequenas histórias ilustradas da autoria de Shaun Tan que venceu o prémio de melhor livro do festival de Angoulême, em França. Segundo a editora Contraponto, em Contos dos Subúrbios são revelados “os mistérios da vida quotidiana tranquila: animais caseiros, casamentos perigosos, mamíferos marinhos encalhados, estudantes de intercâmbio minúsculos e salas secretas cheio de escuridão e de prazer”.

sábado, 9 de abril de 2011

23 de Abril Dia Mundial do Livro


Comemora-se no dia 23 de Abril o Dia Mundial do Livro. O cartaz da DGLB é da autoria de João Vaz de Carvalho. Nesta data, é lançado o Passatempo "Voluntários da Leitura".

O Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor é comemorado, desde 1996 e por decisão da UNESCO, a 23 de Abril, dia de São Jorge. Esta data foi escolhida para honrar a velha tradição catalã segundo a qual, neste dia, os cavaleiros oferecem às suas damas uma rosa vermelha de São Jorge e recebem em troca um livro.   Todos os anos, a Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas assinala este dia com a publicação de um cartaz que distribui por bibliotecas, livrarias e outros espaços culturais. Com ele, pretende-se chamar a atenção para a importância do livro e da leitura como forma de melhorar os índices de literacia das diferentes camadas da população.
O cartaz deste ano é da autoria do artista plástico e ilustrador João Vaz de Carvalho. Premiado nacional e internacionalmente, editado em vários países, é hoje reconhecido como um dos mais prestigiados artistas do sector.
Para 2011, a DGLB está a promover o passatempo “Voluntários da Leitura”, incentivando o voluntariado a nível de projectos concebidos para populações em situação de isolamento ou de exclusão social. Pretende-se, assim, chamar a atenção para a importância do livro e da leitura, mostrando que eles melhoram significativamente as condições de vida das populações.

Texto  retirado da DGLB

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Maratona da Poesia

Aqui fica o convite para a 2ªMaratona da Poesia a realizar no dia 6 de Abril. Segue o programa:

Deixamos-te aqui um presente, um poema musicado que iremos cantar na maratona. José Mário Branco canta com o Grupo dos Gambozinos. Muito bonito!


sexta-feira, 1 de abril de 2011

Dia Internacional do Livro Infantil

O Dia Internacional do Livro Infantil 2011,  comemora-se a 2 de Abril. O Dia Internacional do Livro Infantil é comemorado em todo o mundo, em homenagem ao escritor dinamarquês Hans Cristhian Andersen que nasceu no dia 2 de Abril, em Odense, no ano de 1805 e faleceu, em Copenhaga, em 4 de Agosto de 1875. Escreveu peças de teatro, canções patrióticas, contos, histórias e, principalmente, contos de fadas, pelos quais é mundialmente conhecido. O IBBY (International Board on Books for Young People) publicou um cartaz da autoria do ilustrador Jüri Mildeberg, e uma mensagem de incentivo à leitura dirigida às crianças de todo o mundo. Este ano a mensagem pertence a Aino Pervik* e chama-se The Book Remembers. 

Mensagem do 2 de Abril de 2011, Dia Internacional do Livro Infantil
O LIVRO RECORDA
“Quando Arno e o seu pai chegaram à escola, as aulas já
tinham começado.”
No meu país, a Estónia, quase toda a gente conhece esta frase de cor. É a primeira linha de um livro intitulado Primavera. Publicado em 1912, é da autoria do escritor estónio Oskar Luts (1887-1953).
Primavera narra a vida de crianças que frequentavam uma escola rural na Estónia, em finais do século xix. O Autor escrevia sobre a sua própria infância e Arno, na verdade, era o próprio Oskar Luts na sua meninice.
Os investigadores estudam documentos antigos e, com base neles, escrevem livros de História. Os livros de História relatam eventos que aconteceram, mas é claro que esses livros nunca contam como eram de facto as vidas das pessoas comuns em certa época.
Os livros de histórias, por seu lado, recordam coisas que não é possível encontrar nos velhos documentos. Podem contar-nos, por exemplo, o que é que um rapaz como Arno pensava quando foi para a escola há cem anos, ou quais os sonhos das crianças dessa época, que medos tinham e o que as fazia felizes. O livro também recorda os pais dessas crianças, como queriam ser e que futuro desejavam para os seus filhos.
Claro que hoje podemos escrever livros sobre os velhos tempos, e esses livros são, muitas vezes, apaixonantes. Mas um escritor actual não pode realmente conhecer os sabores e os cheiros, os medos e as alegrias de um passado distante. O escritor de hoje já sabe o que aconteceu depois e o que o futuro reservava à gente de então.
O livro recorda o tempo em que foi escrito.
A partir dos livros de Charles Dickens, ficamos a saber como era realmente a vida de um rapazinho nas ruas de Londres, em meados do século xix, no tempo de Oliver Twist. Através dos olhos de David Copperfield (coincidentes com o olhar de Dickens nessa época), vemos todo o tipo de personagens que ao tempo viviam na Inglaterra — que relações tinham, e como os seus pensamentos e sentimentos influenciaram tais relações. Porque David Copperfield era de facto, em muitos aspectos, o próprio Charles Dickens; Dickens não precisava de inventar nada, ele pura e simplesmente conhecia aquilo que contava.
São os livros que nos permitem saber o que realmente sentiam Tom Sawyer, Huckleberry Finn e o seu amigo Jim nas viagens pelo Mississippi em finais do século xix, quando Mark Twain escreveu as suas aventuras. Ele conhecia profundamente o que as pessoas do seu tempo pensavam sobre as demais, porque ele próprio vivia entre elas. Era uma delas.
Nas obras literárias, os relatos mais verosímeis sobre gente do passado são os que foram escritos à época em que essa mesma gente vivia.
O livro recorda.
*Tradução: José António Gomes
A DGLB publicou igualmente um cartaz, que distribuiu por Bibliotecas Municipais e livrarias, da autoria de Bernardo Carvalho, vencedor da 14ª edição do Prémio Nacional de Ilustração.
Aqui está ele:

Ir indo-Bando dos Gambozinos


A Maratona da poesia está quase a começar. É no dia 6 de Abril.
Deixo-vos um poema cantado pelo Bando dos Gambozinos. Tenho a certeza que vão gostar. Ora escutem...

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